terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Benevolência.


Me dão doses de amizades, me dão doses de amor, ou quase isso, pensam que eu sou um animal preso a este modo de vida que sempre ficara satisfeito com as suas dosagens cheias de pena, feitas e dadas de tempo em que não lhe sobram nada mais a se fazer ou ninguém para lhes falar ou entrosar tuas alegrias de carnavais,  amor feito de pena e dado ao amigo animal quando sobra-se tempo e  migalhas de atenção que seriam atiradas ao lixo, eis que eu, de tão animal irracional que sou,  sempre os chamo de amigos.”

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Abraham Lincoln : The Vampire Hunter.

“Os homens escravizam uns aos outros  desde que inventaram  deuses para perdoa-los  por fazerem isso.”

Postergardo.


Fiquei de fazer tanta coisa, e foi a vida que acabou me fazendo de morto, um quase poeta morto,  estagnado, monótono , quase plausível.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carta de um kamikaze.

“Enquanto escrevo esta carta a brisa do mar refresca a minha pele, esse mesmo mar logo será meu túmulo. Me dizem que morrerei como um herói e que a segurança e a honra do meu país serão a recompensa pelo meu sacrifício, espero que estejam certos.

Meu único arrependimento na vida é nunca te falado como me sinto. Eu queria estar em casa, eu queria estar segurando a sua mão. Queria estar dizendo que te amei, só você, desde menino… Mas não, agora vejo que a morte é fácil! É o amor que é difícil.

Quando meu avião mergulhar eu não verei a face dos meus inimigos, eu verei os teus olhos, como pedras negras congeladas na água da chuva.

Eles nos dizem para gritar Banzai quando mergulharmos no nosso alvo, só que eu vou sussurrar o seu nome. E na morte, assim como na vida, serei sempre seu.”

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Confluência de palavras de um Engenheiro Legionário.


E  aquele sentimento que era passageiro, não acaba mais, pois/é só o amor que  conhece o que é verdade não sente inveja ou se envaidece, desta  forma  os  teus olhos/lábios  são labirintos que atraem os meus instintos mais sacanas, por ora vejo apenas em partes “mas com o tempo” talvez eu possa ver face a face, pois eu sempre fui sincero como em um refrão de um bolero onde nem sempre se pode ser, e você insistia em me dizer que somente quando o sol batesse na janela do meu quarto eu lembraria que o caminho até você é um só, e eu sem paciência a cada hora que passava envelhecia dez semanas .“tentando encontrar  o caminho até você”.
E a tua ausência insiste  em lembrar da dor que este tal de amor lhe causa e esquece de que tudo é apenas dor e toda dor vem do desejo/”medo no nosso caso, do teu coração blindado”  de não sentirmos dor, tal dor que sempre fazia tua pessoa desligar o telefone na minha cara por me achar um pé no saco  e depois destas ridículas discussões procurávamos cada um de tal forma algum lugar  mais calmo ou um melhor esconderijo na maior escuridão que nos servisse de abrigo, pois você em relação a tais coisas é sábia, e sempre soube que naquele momento havia um muro de concreto entre os nossos lábios e mais ainda que a diferença era o que tínhamos em comum.
E depois de tudo você dormia tranquila, pois sabia que era só o vento  lá fora, no outro dia um novo reencontro, agora nós dois  em um polo petroquímico  olhando mais uma vez na mesma direção e aquele vento vindo de qualquer um litoral nos avisava que nosso tempo de menino havia ficado para trás, e ela, quase sem querer  me ensinou quase tudo que eu sei, e olhávamos em volta e víamos que   todos continuavam olhando para o mesmo lado feito estátuas de sal, mas isto não era de importância já que sabíamos que não era bem assim e vivíamos em outras frequências, e o nosso futuro era tão parecido com aquele casal que todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa que nem feijão com arroz, e para deixar claro este nosso mundo, no final eu era um lobisomem juvenil e ela uma princesinha parabólica, entre a minha boca e a dela : tanto tempo, tantos planos, mas nunca sabíamos pra onde ir, mas a culpa não era nossa, ninguém nos avisou que os ventos as vezes erram a direção.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Palavras que destroem.

Em momentos de fraquezas como hoje, a minha única vontade é morrer por instantes, horas, dias, talvez até meses.

Meu eu desconfigurado.

Quanto menos eu for notado pelos olhos venenosos destas pessoas há minha volta, melhor.

Un bon conseil.


“Um relacionamento deve ser construído com verdade. A verdade, nua e sem retoques, nem sempre é bonita. Tem o lado ruim, tem a briga, tem a discussão, tem aqueles dias em que parece que vocês estão completamente fora de sintonia. Tem vezes, inclusive, que a gente se pergunta o-que-tô-fazendo-com-essa-anta? Tem tudo isso. Tem a raiva, tem a irritação, tem tudo. A verdade é que existe um lado feio do amor.”

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Meio poema.


Que tipo de distração
E esfria o teu tão quente coração
Tapa os teus olhos cruciais
Assim ignorando e destruindo todos os meus sinais.


Qual o medo escondido em teus olhos verdes
Porque sempre vais embora então cedo
Madrugada cada vez mais fria
Entre um verso e outro, pura agonia

O vento companheiro insiste em soprar
Quisera ele aliviar a tristeza de um coração cansando de chorar
A parte racional persiste em murmurar
Saia dessa vida menino, você não sabe nada sobre amar

Permaneço aqui, no meu canto estagnado,
Volta e meia faço uma prece para qualquer dia destes estar ao teu lado
Nesta vida esperando ei de ficar, aguardando que teu coração resolva me escutar
E com a colisão destas palavras teu coração venha a mudar.